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Outra Pandemia: Pedofilia na Igreja

2021-10-31

Neste mês fomos chocados, mais uma vez, com notícias sobre o abuso sexual de crianças no seio da Igreja, agora em França. Segundo o relatório revelado, a dimensão da tragédia é aterradora, e digo é porque o escândalo continua! Desde os anos 50, foram uns trezentos mil casos de pedofilia, num país de 67 milhões de habitantes, mais de três mil violações por ano. 

Um especialista do Vaticano admitiu que as dimensões desta desgraça se aplicam aos outros países católicos do mundo, o que quer dizer que num país como Portugal, por exemplo, cuja população ronda os 10 milhões, os abusos ascendem às dezenas de milhares.
Ora, esta propagação em múltiplos países é precisamente a definição de uma pandemia, que neste caso é sistémica e encoberta pela Igreja, que alega a supremacia do Direito Canônico, sobre a justiça laica.
Porém, nas últimas décadas tem havido uma evolução na compreensão da sexualidade, pondo em causa noções erradas e preconceituosas que duraram séculos. Assim, a pedofilia é hoje vista pelo que é – um crime, dos mais hediondos. Também, questiona-se a razão do celibato na Igreja e da mulher ser excluída do ministério sacerdotal.      
Mas ficam as vítimas, a maioria rapazes, lesados de corpo e alma para a vida. Um eventual pedido de desculpa, expresso pela Igreja décadas depois, não chega para nada. Os criminosos devem ser julgados em tribunal, e faltam estruturas de apoio para as vítimas, como acontece com as vítimas de violência doméstica.
|| Rosa Neves Simas
Açoriano Oriental, 31 outubro 2021

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