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Clivagens Culturais e Questões de Género

2021-09-28

Uma semana antes do ataque do 11 Setembro 2001, viajei no voo 175 da United Airlines, o voo que embateu contra a segunda torre do World Trade Center! E na manhã do dia 11, estava no Aeroporto de São Francisco, cartão de embarque em mão, pronta para regressar à Costa Leste.Agora, passados vinte anos, estamos em pandemia, vendo notícias da retirada das forças americanas do Afeganistão, e percebemos a gravidade da situação, mas não os verdadeiros contornos.


Porém, uma questão parece consensual: a vida das mulheres afegãs corre grande perigo – constatação que aponta para o lugar vital que o trato dado à mulher tem em qualquer sociedade. Isto é, as questões de género e igualdade de direitos são essenciais na vida em sociedade.
Todavia, a situação afegã aponta para uma clivagem radical entre o meio urbano de Cabul, onde as mulheres evoluíram através do acesso à educação e ao trabalho, e o meio rural, onde a mentalidade reinante dita a clausura da mulher, fechada dentro da burka ou dentro da casa, no período que vai da adolescência à velhice.
Entre as primeiras está Beheshra Arghand, a jornalista televisiva que foi interrompida por um dos talibãs que acabavam de ocupar Cabul, e prosseguiu, entrevistando o ocupante. Entre as segundas, Shakira (nome verdadeiro), que diz; “A nossa cultura não permite que meninas vão à escola”. E diz bem, pois é a cultura do povo, e NÃO o Islão, que dita a clausura da mulher. No entanto, mais de 70% de afegãs vive em meio rural.
|| Rosa Neves Simas Asas da Igualdade, Açoriano Oriental, 26 de semebro 2021

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A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.




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