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Um Ano para Esquecer, Mulheres para Lembrar

2020-10-02

2020 continua a ser difícil, um ano para esquecer, como diz o povo. Começou em fevereiro, com a morte da nossa grande ativista e feminista Zuraida Soares, que assinalei na Nota desse mês


Agora, para mim pessoalmente, que nasci no Pico, mas vivi 35 anos nos Estados Unidos, antes de voltar às ilhas, vejo outra grande mulher partir, desta vez do lado lá do Atlântico – a juíza do Supremo Tribunal dos EUA, Ruth Bader Ginsberg, conhecida afetuosamente como RBG.
Filha de emigrantes judeus, esta força da natureza no feminino confrontou diversidades múltiplas: a morte da irmã, e depois da mãe, quando era jovem; o cancro avassalador que ameaçou a vida do marido; e a carreira árdua e exigente de uma mulher que foi pioneira na sua área, a Justiça.
Iniciou os estudos de Direito na Harvard Law School, em 1956, altura em que a mulher que conseguisse matricular-se era acusada de ter tirado o lugar a um homem, e terminou o curso em 1959, na Columbia University. Dedicou grande parte da brilhante carreira de 40 anos à defesa da igualdade de género e dos direitos da mulher, desde 1993 no Tribunal Supremo do país.        
A estas duas mulheres junto minha mãe, Alzira Neves Simas, lá longe na Califórnia, que me ensinou a ter muito respeito quando ouvisse uma pessoa falar inglês com um sotaque, porque queria dizer que essa pessoa sabia falar outra língua – respeito pela diferença. Sei que a Zuraida e a Ruth concordariam a 100% com a Alzira. Lembrando três grandes mulheres.

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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