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Desigualdades e Pandemias

2020-07-02

As dimensões do impacto do novo coronavírus nas sociedades são variadíssimas e complexas, e estão em constante evolução enquanto vivemos esta crise pandémica. Em termos de saúde pública, os números dizem muito, mas têm de ser vistos à luz de muitos outros fatores, dos quais os económicos começaram logo a sobressair, como causas


Isto acontece em todo o mundo, mas é especialmente premente no país que se apresenta há séculos como o farol da democracia e a terra da oportunidade: os Estados Unidos, país pejado por desigualdades salariais, condições precárias de habitação e entraves no acesso aos cuidados de saúde, o que torna os pobres mais vulneráveis.

Para o mal de muitos, a economia americana baseia-se no lucro, puro e duro, de costas viradas para as necessidades dos cidadãos. E a desigualdade económica é exacerbada pelo racismo. Em Milwaukee, a cidade mais segregada dos EUA, situada perto de Minneapolis, onde George Floyd foi morto, o desemprego entre a população negra é quatro vezes superior ao dos brancos, e os infetados pelo coronavírus são na maioria homens negros.

Os pobres, mais vulneráveis ao vírus por sofrerem de males ligados à diabetes, hipertensão, e doenças cardíacas e pulmonares, asseguram os empregos e serviços que os põem em maior contacto com o público, resultando em maior risco. Atualmente, quatro pessoas em cinco vivem de salário em salário, e 40% diz que não pode fazer face a uma despesa inesperada de $400. É esta a América de hoje.

|| Rosa Neves Simas

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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