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Janela sobre o Passado... Maio de 2020

2020-06-02

Embora a condição feminina remetesse a mulher para a esfera da domesticidade e da vida privada, no Portugal de finais do século XVIII e meados do século XIX, sobressaíram duas rainhas: D. Maria I (1734-1816) e D. Maria II (1819-1853). Em contrapartida, até aos nossos dias, a sociedade portuguesa ainda não elegeu uma presidente da república. 


Filha de D. José I, D. Maria I ascendeu ao trono em 1777. A sua animosidade em relação ao Marquês de Pombal, que pretendia que ela renunciasse a favor do filho, levou-a a afastar o então todo-poderoso ministro de D. José. Apesar de D. Maria I não ter tido uma grande preparação para a vida política, marcou o seu reinado pela reabilitação dos inimigos do Marquês e pela implementação de uma governação modernizadora. Enfrentando uma conjuntura internacional muito difícil, devido a guerras e revoluções, procurou manter uma política diplomática de entendimento com a vizinha Espanha e de neutralidade relativamente aos E.U.A., por causa da aliança luso-britânica. Ainda no seu reinado, desenvolveu uma importante atividade legislativa e de fomento cultural e económico. Não só impulsionou novas manufaturas, como o aumento das exportações do vinho do Porto. Do seu reinado datam instituições como: a Real Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Real de Marinha, a Real Biblioteca Pública e a Real Casa Pia, ambas de Lisboa, sendo esta última obra do Intendente Pina Manique. Problemas de foro psiquiátrico acabaram por ditar o seu afastamento dos negócios públicos, em 1792, passando a substituí-la o filho, D. João, que se tornou regente em 1799.
D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, na sequência da retirada da família real, para a colónia sul-americana, aquando das invasões francesas. Filha de D. Pedro I, do Brasil e IV, de Portugal, tinha apenas 7 anos de idade, quando o pai, então Imperador do Brasil, abdicou do trono português, a seu favor. Acordado o casamento com o tio, D. Miguel, que devia assumir a regência até à sua maioridade, depois de jurar a Carta Constitucional, D. Maria acabou por perder o trono, uma vez que, no regresso a Portugal, D. Miguel restaurou a monarquia absoluta, desrespeitando o acordo com o irmão. D. Maria da Glória foi enviada para a Europa a fim de lutar pela sua causa, chegando a residir em Londres e Paris. Só por via de uma guerra-civil, disputada entre liberais e absolutistas, D. Maria II ascendeu ao trono, com 15 anos, em 1834. Apesar do seu curto reinado ter coincidido com um dos mais conturbados períodos da História de Portugal, no século XIX, devido à instabilidade política e a numerosas revoltas, D. Maria II tornou-se um símbolo da vitória do liberalismo e da  Monarquia Constitucional. Do seu segundo casamento, forçado pela morte prematura do primeiro marido, nasceram 11 filhos, dos quais, 4 não sobreviveram. A própria monarca faleceria de parto, a 15 de novembro de 1853. 

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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