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Dia internacional da Mulher assinalado na Terceira

2020-03-16

O Dia Internacional da Mulher, dia 8 de Março, não passou despercebido em Angra do Heroísmo. Iniciou-se o movimento no dia 7 de março com a estreia do documentário independente intitulado Work Has No Gender, filmado e produzido na ilha Terceira por Lucas López, Rita Evangelho, Jéssica Nunes, Clara Polaine, com colaboração de Úrsula Bravo, Cláudia Chavez, Renato Silva e Catarina Meneses.


Resultou uma reflexão coletiva da assistência e autores/as sobre a temática do género associado a determinados tipos de trabalho, terminando com a expetativa de se reproduzir noutras ilhas, como por exemplo, junto ao público escolar. Após a sensibilização, um conjunto incentivado de Mulheres e Homens marcharam pelas ruas da cidade onde o lema “RESISTISMOS PARA VIVER, MARCHAMOS PARA TRANSFORMAR!” se fez ouvir em eco. Ao ritmo da percussão, alertou-se para a igualdade de género, enfatizando o empoderamento da Mulher na sociedade atual. Salientou-se a desigualdade a nível laboral e o problema da violência doméstica bem como as consequências que daí advém, terminando com um discurso de incentivo para todas as Mulheres.
O movimento teve continuidade no dia 8 de março, onde um grupo mais pequeno replicou esta intervenção social nas superfícies comerciais do Continente e Guarita de Angra do Heroísmo.
Em balanço, quase 60 pessoas assistiram ao documentário, sendo que de seguida muitas destas vestiram a camisola por este movimento de igualdade e foram para as ruas da cidade no primeiro dia. No segundo dia, o grupo foi menor mas composto por pessoas motivadas.
No âmbito da celebração da 5ª Ação Internacional da Marcha Mundial, contámos com o apoio da associação UMAR-Açores, com a colaboração da Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio dos Artistas e o Cine-clube, todos pertencentes à ilha Terceira.
A necessidade de assinalar este dia continua a ser de extrema importância nos dias presentes. Movimento de mulheres indignadas com desigualdades sentidas associadas ao género, em contexto de trabalho e social, bem como a efémera igualdade de oportunidades, já se faziam ouvir em meados dos anos 80. Constatando o número elevado de femicídios, motivos de resistência não faltam e, assim, existe o compromisso de esta marcha avançar, numa direção construtiva que procura igualdade de direitos para que um dia sejamos todas livres. 
 
|| Catarina Fontes de Meneses

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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