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O único que bate na relação... é o coração

2020-03-02

Urge avançar com a prevenção primária em contexto escolar, sobre a problemática da Violência de Género. No que diz às experiências da UMAR- Açores e tal como se pode comprovar durante as inúmeras ações/sessões que a equipa técnica da UMAR-A em São Miguel, Terceira e Faial desenvolve, a violência no namoro é uma realidade na sociedade açoriana.

Verifica-se inclusive que existe um aumento significativo em todos os tipos de violência. A parceria técnico-pedagógica com a UTAD e o PROJETO PREVINT – VIOLENTÓMETRO, verificou-se em números que a violência é uma constante na vida dos/as nossos/as jovens.
Outro projeto ainda, que a UMAR-A é parceira é o PROJETO ART´THEMIST +, desenvolvido pela UMAR- NACIONAL e que tem vindo a aplica-lo nos Açores e Madeira, reflete em números precisamente, o aumento da violência no contexto das relações de amizade e íntimas juvenis. As comparações relativas às situações vividas que podem configurar vitimação, bem como a aceitação de atos de violência por parte dos/as jovens, aceitação que tem significado a sua legitimação social. 
As violências que ocorrem nestas faixas etárias vão desde a psicológica (controlo, perseguição, humilhar, insultar, coagir e usar as redes sociais para ameaçar e intimidar) até à violência sexual e física.
Segundo o estudo da UMAR- NACIONAL, 58% dos/as jovens sofreram atos de vitimação aquando da relação de namoro. Importa realçar que há uma elevada percentagem de jovens que legitima estes comportamentos como «normais». Neste estudo 67% do total de jovens aceita como natural, pelo menos uma das formas de violência na intimidade.
Pode também concluir-se que a naturalização da violência é maior nos rapazes em todas as formas de violência estudadas.
A violência nas redes sociais, enquanto dimensão nova, nas relações de intimidade mostra resultados alarmantes, tanto na legitimação como na vitimação.
Permanece a necessidade e urgência de uma intervenção como os/as jovens, o mais precoce e continuadamente possível, no sentido de prevenir a violência sob todas as formas.
É preciso continuar a intervenção, mostrando como é possível existir relações íntimas saudáveis, trabalho este que a UMAR-A, desenvolve às centenas de ações, junto de escolas, ATL´S, grupos de jovens, comunidade local, como fez durante a SEMANA DA Não-violência, da Escola Profissional da Câmara do Comércio e ao longo do mês de Fevereiro passará pelas Escolas Profissionais da EPROSEC e CAPELAS. Alusivo ao mês de São Valentim, a UMAR-São Miguel, esteve no dia 14 no programa da ANTENA 1 com a radialista Cristina Oliveira e em conjunto com colegas da APAV, EQUIPA da RAIMSRSM, puderam dialogar, transmitir saberes e conhecimento para que todos e todas possam desenvolver relações íntimas saudáveis.
Em momento algum, pais, mães, educadores/as, escola e sociedade em geral podem desvalorizar quaisquer formas de violência e saberem que desconstruir a normalização/legitimação destes comportamentos será minimizar a probabilidade de jovens se manterem em relações violentas e promover relações pautadas pelo respeito e igualdade.
|| Maria José Raposo
Asas da Igualdade, 29 de Fevereiro, 2020, Açoriano Oriental

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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