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Janela sobre o Passado... Agosto de 2019

2019-08-31

Após o desfecho da II Guerra Mundial, o mundo ocidental registou algumas mudanças no que toca ao universo feminino. Em França, as mulheres conquistaram a igualdade constitucional em 1946. 


O seu desempenho na defesa do país e no movimento de La Résistance esteve na base desta medida revolucionária, que visava uma sociedade mais justa e mais igual. Também na Alemanha Ocidental, a Lei Fundamental, de 1949, reconheceu a igualdade das mulheres como um princípio básico da democracia moderna e uma antítese da prática nazi. Uma das principais responsáveis por esta inovação legal, foi a advogada e líder social democrata Elisabeth Selbert, que defendia que a igualdade feminina devia assentar no mérito e não no facto de homens e mulheres serem iguais, enquanto pugnava para que a maternidade não impedisse a conquista da igualdade, nem a reivindicação de salários iguais. Porém, em muitos outros países não surgiram medidas significativas que visassem uma melhoria da condição feminina. A “questão da mulher” surgia integrada nas políticas familiares cujo objetivo assentava no incentivo à maternidade, com vista a suplantar o revés demográfico imposto pela guerra. A célula familiar e o papel reprodutivo da mulher assumiram, pois, um destaque contraditório com as ideias e garantias individuais femininas. No mundo ocidental, as políticas reforçaram a dependência das mulheres face aos homens, a sua responsabilidade pela casa e pela educação dos filhos. Os anos 50 representaram uma década de favorecimento da família, com a universalização do modelo do Estado Providência, o aumento das taxas de matrimónio, o famoso baby boom e o crescimento dos bairros da classe média. Renasceu o papel social da mulher como “anfitriã do marido”, sustentada numa imagem de elegância e feminilidade inspirada no New Look original da Casa Dior:  cinturas muito finas, casacos curtos e saias rodadas. Assim, enquanto triunfavam as “rainhas do lar”, nas suas casas suburbanas, repletas de modernos artefactos e de inovadores eletrodomésticos, que conferiam à cozinha um lugar dominante — símbolo da nova sociedade da abundância, de matriz norte-americana —, nalguns círculos ecoavam os ecos da obra de Simone de Beauvoir (de quem falamos no mês anterior) e as gerações mais novas davam sinais de rebeldia e de inconformismo. Aproximavam-se revoltas juvenis e novas lutas de cariz feminista ...
|| Susana Serpa Silva
susana.pf.silva@uac.pt
Asas da Igualdade, Açoriano Oriental, 31 de Agosto 2019

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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