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IMPRÓPRIA Nasce e Homenageia Mulheres Com Nome Próprio

2019-11-04

Dia Municipal da Igualdade de Género. Noite de cinema (curtas), homenagens, reflexão e de muita desobstrução pedagógica, emocional e educacional aconteceu nos serões de 23 a 25 do corrente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada – Dia Municipal da Igualdade.

A IMPRÓPRIA, Associação Silêncio Sonoro, em parceria com o Município de Ponta Delgada, apresentou-se ao público micaelense através da 1ª edição da IMPRÓPRIA – Mostra de Cinema de Igualdade de Género.  A mostra decorreu durante 3 dias e assumiu-se como um evento cultural, de intervenção social e de cariz colaborativo e de parcerias, pretende ser «imprópria» no que concerne a estereótipos de género, preconceitos e discriminações de género. Pretende ainda, desafiar o conservadorismo que a bruma arquipelágica «teima» em conservar e abrir espaço para reflexão e assertividade cívica e igualitária.
A noite de 23 foi dedicada a 6 curtas-metragens de autoria estrangeira e homenagem a Clarisse Canha, nascida no Funchal, mas com o coração e residência nos Açores desde 1980. Sócia fundadora da UMAR- Nacional e pioneira da UMAR- Açores, hoje, Associação Para a Igualdade e Direitos das Mulheres. Assume-se como feminista convicta de direitos, pensamento e ação, desenvolve acérrimo ativismo no campo das desigualdades, nos direitos LGBT e impulsionadora de inúmeros projetos que têm vindo a beneficiar inúmeras mulheres por estes Açores fora, fonte de inspiração e motivação para muitas mais mulheres que através da sua timidez aparente e calma inquietante nos permite partilhar com ela.
No dia 24, no mesmo espaço, foi Raquel Freire a homenageada, cineasta, escritora e argumentista. Já foi distinguida no Festival de Cannes. É professora convidada de várias universidades portuguesas e estrangeiras nas áreas de cinema. A longa-metragem apresentada intitulava-se «Rasganço».
No dia 25, ocorreu o visionamento de quatro curtas e uma longa-metragem, assim como a homenagem a Clara Queiroz, Comendadora da Ordem da Liberdade, licenciada em Biologia. Feminista, escritora e muito dedicada a assuntos sociais e autora de inúmeros artigos sobre ciência e género e ciência e sociedade.
A fechar o intenso e diversificado programa Concerto Calcutá.
O sucesso de qualquer projeto depende do nível de entrosamento, entre o pretendido e o acontecido, de fato o público correspondeu, encheu o anfiteatro da Biblioteca Pública, aplaudindo em todos os momentos e mostrando-se fiel e curioso com os caminhos desocultados e impróprios que a IMPRÓPRIA pretende trilhar.
|| Maria José Raposo - UMAR-Açores
Asas da Igualdade, 2 novembro 2019, Açoriano Oriental

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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