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JANELA SOBRE O PASSADO... Junho de 2019

2019-07-05

Durante a II Guerra Mundial, em países como o Reino-Unido, a mobilização de civis foi muito significativa. Mais de um terço da população desempenhava “trabalho de guerra”, ocupando-se em indústrias ligadas à engenharia, produtos químicos, material bélico e munições. Muita desta mão-de-obra era constituída por mulheres...


Muita desta mão-de-obra era constituída por mulheres que só eram dispensadas destas funções se tivessem grandes responsabilidades familiares ou para se dedicarem a tarefas agrícolas (necessidade de subsistências). Também na URSS, mulheres, de todas as idades, sofreram as consequências da guerra. A escassez de mão-de-obra e as terríveis privações obrigaram a mobilizar milhares de mulheres para trabalharem como encarregadas de defesa contra ataques aéreos, para cavarem valas antitanques ou para laborarem em fábricas de munições. As camponesas eram exortadas a produzir alimentos, durante todo o ano, para garantirem a sobrevivência de civis e militares. Em França, embora desempenhando tarefas subalternas, foi muito importante a presença feminina em La Résistance, movimento de luta contra a invasão nazi e o colaboracionismo do governo francês. Figuras emblemáticas como Lucie Aubrac ou Suzanne Buisson lutaram ao lado dos maridos e, no geral, desempenhavam funções que não levantassem suspeitas aos alemães.

Já em países como o Japão e a Alemanha, a mobilização feminina foi muito reduzida. Na sociedade nipónica, os homens não toleravam que as mulheres exercessem determinadas funções e muito menos que auferissem salários elevados. Durante o conflito, o emprego feminino aumentou apenas nas áreas tradicionais (nos campos e mercados) e a maioria das autoridades japoneses defendia que o lugar das mulheres e mães era em casa, pois o enfraquecimento do sistema familiar, seria o enfraquecimento da nação. Na Alemanha, a relutância de Hitler em recrutar mão-de-obra feminina, remeteu as mulheres para o voluntariado, chegando a existir a Organização das Mulheres Nazis que, todavia, foi pouco expressiva. Obtinham mais resultados pequenos círculos femininos locais, que além de recolherem roupas e tricotarem agasalhos para os militares que se encontravam na Frente, prestavam os primeiros socorros a vítimas de raids aéreos, assistindo também aos que eram evacuados. Todo este serviço era bastante desorganizado, pelo que muitas mulheres alemãs preferiram trabalhar para a Cruz Vermelha, em vez da Organização Bem-Estar Nazi, que era controlada pelo partido.

|| Susana Serpa Silva susana.pf.silva@uac.pt

Asas da Igualdade, 29 de Junho 2019, Açoriano Oriental

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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