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JANELA SOBRE O PASSADO... Maio de 2019

2019-05-31

Os contraditórios anos 30, marcados pelo estigma da Grande Depressão, da afirmação de regimes autoritários e pela proximidade da guerra, deixaram transparecer um enorme fascínio, entre as mulheres, pelo mundo da moda e pelas estrelas de Hollywood. Os grandes armazéns, onde o vestuário podia ser feito por medida, atraíam uma ampla camada da classe média


O número de empresas dedicadas à confeção e venda de roupa tornou-se cada vez maior e as revistas femininas, como  os filmes em voga, faziam circular imagens com vestidos de moda, que as costureiras locais se obrigavam a copiar. A adequação do estilo e do vestuário às ocasiões e horas do dia, tornaram-se preceitos cada vez mais acessíveis a um grande número de mulheres. Por isso, o regime nazi considerava a internacionalização da moda como uma ameaça à pureza da condição feminina ariana e os radicais de esquerda suspeitavam deste excessivo consumismo, estimulado pela publicidade e que conduzia à desvalorização da natural beleza feminina e da ideia de igualdade entre todas as mulheres. Os boémios e artistas mantinham-se à margem, rejeitando os padrões da moda, enquanto a elegância de Greta Garbo, Joan Crawford, Vivien Leigh ou Ginger Rogers exercia um profundo fascínio. Ao ascendente protagonizado por Hollywood, muitos regimes europeus e asiáticos respondiam com filmes e documentários de cariz nacionalista...
Os ventos belicistas aproximavam-se e, em 1939, a eclosão da II Guerra Mundial viria interromper este percurso. Num curto espaço de tempo, as mulheres voltam a ser mobilizadas para o esforço de guerra, tornando a enfrentar inúmeros horrores e dificuldades. A ausência de pais, maridos, irmãos, o isolamento, a escassez e os racionamentos, as incertezas e o medo dos ataques aéreos, atingiram milhões de mulheres, muitas das quais fizerem o trabalho dos homens, tornando-se mesmo espias e militares, para além de médicas e enfermeiras. Algumas arriscaram a vida integrando forças como a Resistência que, em França, lutou, no terreno, contra o invasor alemão. A ocupação de Paris e o declínio das suas casas de moda, representaram uma oportunidade para a indústria norte-americana que só não pôde expandir-se mais, atendendo aos condicionalismos da própria guerra. 
|| Susana Serpa Silva
susana.pf.silva@uac.pt
Asas da Igualdade, 25 de Maio. Açoriano Oriental

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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