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Se as mulheres param, o mundo para: em manifesto

2019-03-07

Dia Internacional da Mulher - Manifestação, em Ponta Delgada, no dia 8 de março, 16:30h, nas Portas da Cidade, a qual será seguida de Marcha com paragem no Tribunal de Ponta Delgada e um minuto de silêncio em memória das mulheres vítimas de violência doméstica. 


São muitas as razões para, também nos Açores, aderirmos à Greve Feminista Internacional.
Somos a região do país com maior nível de pobreza e sabemos bem que esta afeta de forma particularmente vincada as mulheres.
Temos menos peso entre o trabalho assalariado, estamos concentradas em setores mais precários e mal pagos. Algumas de nós, quando na reforma, temos pensões mais baixas, muitas vezes devido a uma carreira contributiva muito baixa ou inexistente.
Mesmo quando trabalhamos fora de casa, estamos sobrecarregadas com as tarefas domésticas e com as tarefas do cuidado, em especial, de crianças e dependentes.
Somos a região do país com maiores níveis de gravidez na adolescência. Ainda assim, investe-se pouco na educação sexual, ao mesmo tempo que a responsabilidade recai sobre as jovens adolescentes, muitas vezes marginalizadas.
Algumas de nós, jovens e mulheres lésbicas, receamos assumir a nossa sexualidade em pleno, de sermos chamadas de fufas, de machonas.
O assédio afeta muitas de nós, em especial mulheres jovens. A violência sexual nas relações íntimas juvenis é preocupante.
Somos a grande maioria das vítimas de violência doméstica. Hoje há uma maior visibilidade, mas ainda domina a regra “entre marido e mulher não se meta a colher” e o femicídio ainda é uma terrível realidade.
Rejeitamos a sociedade de consumo que, ao objetificar os nossos corpos, nos transforma em mercadoria.
Sabemos que são cada vez mais os homens a solidarizar-se com a nossa luta, a compreender que esta também é uma causa sua, mas há um longo caminho a percorrer para mudar mentalidades.
Sabemos que é preciso ir além do discurso de circunstância, de marcar posição.
Sabemos que juntas somos mais fortes.
Por isto estamos nas ruas. Aderimos à greve ao consumo, à greve aos cuidados, à greve laboral e à greve estudantil.
Se as mulheres param, o mundo para!
 
Ponta Delgada, fevereiro 2019

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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