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JANELA SOBRE O PASSADO... Junho de 2017

2017-06-28

Nos anos que antecederam a I Guerra Mundial, a nova divisão do trabalho, por género, já não se relacionava com as necessidades da família, mas com os traços vistos como “naturais” dos homens e mulheres.


Uma vez que se considerava a natureza feminina mais sentimental, delicada, dócil e altruísta, as mulheres estariam vocacionadas a cuidar do lar e da família, dos doentes e dos idosos e, em especial, das crianças. Logo, só seriam aceitáveis funções ligadas ao assistencialismo, às áreas da saúde ou da puericultura e do ensino. Não obstante, sob total dependência e proteção dos varões, que continuavam a desempenhar os papéis dominantes na esfera pública. Afinal, esta redefinição, nada teve a ver com a libertação das mulheres ou com questões de igualdade, justificando-se, cada vez mais, a ação dos movimentos feministas. Qualquer ousadia era logo conotada com maus costumes, a não ser que decorresse das extravagâncias consentidas às elites sociais e mundanas. Basta dizer que o uso de cosméticos – em que a França foi pioneira – só foi aceite, noutras sociedades, após a Grande Guerra. 
 
|| Susana Serpa Silva
susana.pf.silva@uac.pt
 
Em Asas da Igualdade, 28 de Junho 2017, Açoriano Oriental

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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